Acordei péssimo hoje. De ontem pra hoje andei realizando reflexões conscientes e inconscientes sobre minha vida, que acabam com meu "eu". Estou com vontade de me cortar, especialmente para temperar alguma comida com um pouco do meu sangue (sim, é isso mesmo que você leu). Vontade de fumar também. Aliás, talvez eu fume hoje. E não sou fumante. Na verdade mesmo eu queria me matar, mas não estou com coragem (ainda) para isso. É interessante, porque já teve época que eu estava com muita coragem mas não queria de fato. Já hoje eu quero muito, mas não estou com coragem suficiente.
Pequenas coisas me deixam mal. Cheguei na cozinha agora pra almoçar e a empregada já estava tirando a mesa: isso me deixou puto. Ontem eu estava vendo filme no volume de sempre e minha mãe chega no quarto reclamando que o som estava alto. Fiquei irritadíssimo com isso. Minha vontade era de colocar o volume bem mais alto. Bom, de fato coloquei um pouco mais alto.
Me senti abandonado aqui por uma pessoa que considero muito especial para mim. Eu sei que ela foi lá porque de fato alguém necessita de cuidados por alguns dias, mas minha "consciência emocional" simplesmente não consegue assimilar isso. Para mim é rejeição e ponto final (isso não já se enquadra em pequenas coisas, mas sim em motivo sério, importante clinicamente).
E definitivamente aquelas tentativas de ajuda psicologia barata (pleonasmo, eu sei, já que TODA psicologia É barata) me dá vontade de ter uma diarréia na boca ou nas mãos de quem profere isso.
Parafraseando Nietzsche, "tudo aquilo que é feito de forma limítrofe, é feito para além da loucura e da razão".
Bem-vindo. Welcome. Salve!
Aqui você vai encontrar um pouco de tudo, inclusive alguma mistura de português, latim, inglês, francês, não necessariamente nesta ordem, mas predominando sempre a língua portuguesa, procurando seguir o Novo Acordo Ortográfico. Confesso que neste último quesito terei algumas dificuldades, principalmente referentes à hifenização, que é algo que nem os linguistas chegaram a um consenso definitivo ainda. No mais, meu modo de pensar pode parecer não muito convencional, mesmo porque possuo um espectro da psiquê bipolar e borderline, embora pessoalmente eu não goste destes rótulos. Na seção "links interessantes" pode encontrar algo sobre isso, se estiver interessado(a).
Desarme-se de todo preconceito, elimine os julgamentos equivocados a priori e deixe as conclusões a posteriori. ;-)
quarta-feira, 14 de julho de 2010
terça-feira, 13 de julho de 2010
...in despite of 2 milligrams of clonazepam
Passou a alegria [da cerveja]; passou a alegria [de ter tido um pouco "extra" na conta corrente]; passou a Copa [e a Espanha foi campeã]; passaram 2 meses, 3 meses... e aqui estou energizado [lítio na corrente sanguínea] numa montanha-russa [de parque no terreno da esquina e não de um "Hopi Hari"] que parece ser perpétua.
Me inspirei a escrever neste momento após ler uma letra de uma música num blog de uma amiga minha (Sandra T.):
"I'm changing, arranging, I'm changing
I'm changing everything, ah, everything around me
The world is a bad place, a bad place
A terrible place to live, oh, but I don't wanna die"
That is exactly the image of the moment I am living now.
(Saudade dos meus amigos virtuais estrangeiros, com os quais praticava inglês)
In fact, I miss them so much that I have JUST decided to write the small rest of this post in English. Maybe it's all meaningless stuff. Anyway I feel good writing now, this is all I need (in despite of I have taken 2 milligrams of clonazepam).
Me inspirei a escrever neste momento após ler uma letra de uma música num blog de uma amiga minha (Sandra T.):
"I'm changing, arranging, I'm changing
I'm changing everything, ah, everything around me
The world is a bad place, a bad place
A terrible place to live, oh, but I don't wanna die"
That is exactly the image of the moment I am living now.
(Saudade dos meus amigos virtuais estrangeiros, com os quais praticava inglês)
In fact, I miss them so much that I have JUST decided to write the small rest of this post in English. Maybe it's all meaningless stuff. Anyway I feel good writing now, this is all I need (in despite of I have taken 2 milligrams of clonazepam).
quarta-feira, 26 de maio de 2010
Hoegaarden, Weihenstephan!


Oh! Em minha cidade (pouco mais de 300 mil habitantes: não é grande para os padrões brasileiros, e em pleno Centro-Oeste) achei num mercado uma cerveja belga, Hoegaarden! :-D
Nem no Wal-Mart, Carrefour, etc, tinha achado algo assim antes. Aliás, esses grandes mercados são horríveis para cervejas especiais, mas isso já é outra história. E o preço? Pouco mais de R$ 4,00! Mais barato que chopp em Shopping Center e com qualidade zilhões de vezes melhor. Mas fiquei pasmo com esse preço para uma cerveja Belga (produzida na Bélgica mesmo, não é dessas "estilo belga") com tradição secular, feita de trigo e fermentada naturalmente. Esqueça Skol, Brahma, Antarctica, Bohemia e todas essas nacionais "baratas". Depois de provar uma cerveja de verdade, de qualidade mesmo, o estômago não aceita mais essas coisas químicas.
Já ia esquecendo, também encontrei lá Weihenstephan, que é a cerveja de trigo tida como a mais antiga do mundo, de qualidade excelente também, embora particularmente eu prefira a Hoergaarden. A "Weihens" já é bem mais cara, R$ 13,50.
E lógico, também tinha dois modelos da premiada Eisenbahn. Esta é nacional, feita em Blumenau, mas provavelmente uma das mehores do Brasil.
Marcae:
cerveja,
eisenbahn,
hoegaarden,
weihenstephan
Pontuação (pequena brincadeira com a pontuação e acentuação)
As vezes a gente pode achar a pontuacao e acentuacao das frases algo nao importante talvez alguns tenham razao sobre isso pois alegam ser o mais importante se fazer entendido do mesmo lado deste raciocinio a pessoa pode nao ser entendida por culpa da pontuacao melhor da falta ou mal uso da mesma.
As vezes a gente pode achar a pontuação e acentuação das frases! Algo não importante. Talvez alguns tenham razão sobre isso, pois! Alegam ser o mais importante. Se fazer entendido do mesmo lado deste raciocínio a pessoa pode. Não ser entendida por culpa da pontuação? Melhor dá falta ou mal. Uso da mesma.
Às vezes a gente pode achar a pontuação e acentuação das frases algo não importante. Talvez alguns tenham razão sobre isso, pois alegam ser o mais importante se fazer entendido. Do mesmo lado deste raciocínio a pessoa pode não ser entendida por culpa da pontuação. Melhor, da falta ou mal uso da mesma.
As vezes a gente pode achar a pontuação e acentuação das frases! Algo não importante. Talvez alguns tenham razão sobre isso, pois! Alegam ser o mais importante. Se fazer entendido do mesmo lado deste raciocínio a pessoa pode. Não ser entendida por culpa da pontuação? Melhor dá falta ou mal. Uso da mesma.
Às vezes a gente pode achar a pontuação e acentuação das frases algo não importante. Talvez alguns tenham razão sobre isso, pois alegam ser o mais importante se fazer entendido. Do mesmo lado deste raciocínio a pessoa pode não ser entendida por culpa da pontuação. Melhor, da falta ou mal uso da mesma.
terça-feira, 4 de maio de 2010
Algumas diferenças entre Borderline e Bipolar: um breve esboço.
Após um período ausente, resolvi escrever algo, depois de uma conversa com meu amigo "Two". Sem a pretensão de um tratado científico, aqui vão apenas alguns aspectos que já observei e estudei durante algum tempo.
Comecemos pela impulsividade, sobretudo por gastos, que parece ser a mais importante clinicamente. O borderline pode ter impulsividade por gastos, comida, ou seja lá o que for, para tentar preencher uma saciedade que ironicamente nunca é saciada. Enquanto o bipolar usualmente faz gastos (quando é o caso) simplesmente por euforia, o borderline faz gastos para tentar preencher seu vazio interior. Neste caso o borderline compra/adquire coisas sem valor real agregado em busca de tentar preencher seu vazio e sofrimento de uma forma imediata. Porém o resultado prático é geralmente o mesmo, embora as razões sejam diferentes em sua essência entre os dois transtornos. Já outros borderlines podem se cortar. Aliás, uma grande parte se corta, segundo estatísticas médicas¹: cerca de 52,2% se cortam. Os motivos podem ser vários, incluindo a necessidade de talvez sentir alívio ao saberem que não estão de fato vazios literalmente, o que seria uma "semi-psicose"*. Outros, borderlines, mais raramente, conseguem se encontrar de fato na vida, descobrirem um propósito de vida, um lugar no mundo, o que ameniza muito o transtorno como um todo. Ah, a diferença básica entre um borderline e um bipolar provavelmente está aí! Resumindo bastante, o borderline tem oscilações de humor por causa de sua falta de sincronia com o mundo, com a sociedade, então quando ele "se encontra" no mundo, encontra um papel a desempenhar no mundo, suas oscilações consequentemente diminuirão bastante.
O bipolar, nesse mesmo contexto, tem a origem de seu transtorno nas "pontas" e não na "raiz", como é o caso do borderline. O bipolar tem oscilações de humor independente de seu papel no mundo, sendo algo mais bioquímico e menos existencial, enquanto que o borderline tem suas oscilações de pensamento/ideações/humor por causa de sua distorção intrínseca em relação ao mundo, sendo algo mais existencial, onde não podem ser descartadas a problemática genética e de desordem bioquímica cerebral, naturalmente, que no mínimo contribuem para que o transtorno seja desenvolvido em determinados grupos mais suscetíveis, posto que quase todos são submetidos a condições semelhantes, porém apenas uma minoria desenvolve o transtorno propriamente dito.
Diante disso, o bipolar não costuma melhorar com a idade, embora sua impulsividade possa diminuir com a idade, enquanto que o borderline comprovadamente melhora com a idade², sobretudo após os 35 anos, mas em contrapartida responde de maneira menos previsível às medicações. Posto que isso é óbvio: como há de se tratar uma personalidade através apenas de medicações? Isso é virtualmente impossível.
Referências:
¹ Carolyn Zittel Conklin, Ph.D. Drew Westen, Ph.D. (American Journal of Psychiatry, 162:5, May 2005. Table 3)
² Paris J, Zweig-Frank H. A 27 year follow-up of patients with borderline personality disorder. Compr Psychiatry 2001;42:482-7;
Zanarini MC, Frankenburg FR, Hennen J, Silk KR. The longitudinal course of borderline psychopathology: 6-year prospective follow-up of the phenomenology of borderline personality disorder. Am J Psychiatry 2003;160:274-83;
Gunderson JG, Morey LC, Stout RL, Skodol AE, Shea MT, McGlashan TH, et al. Major depressive disorder and borderline personality disorder revisited: longitudinal interactions. J Clin Psychiatry 2004;65:1049-56.
* Eu mesmo já tentei me cortar e senti alívio ao ver meu sangue adentrando uma seringa, vendo de uma forma "semi-psicótica" que não sou oco, no sentido literal.
Comecemos pela impulsividade, sobretudo por gastos, que parece ser a mais importante clinicamente. O borderline pode ter impulsividade por gastos, comida, ou seja lá o que for, para tentar preencher uma saciedade que ironicamente nunca é saciada. Enquanto o bipolar usualmente faz gastos (quando é o caso) simplesmente por euforia, o borderline faz gastos para tentar preencher seu vazio interior. Neste caso o borderline compra/adquire coisas sem valor real agregado em busca de tentar preencher seu vazio e sofrimento de uma forma imediata. Porém o resultado prático é geralmente o mesmo, embora as razões sejam diferentes em sua essência entre os dois transtornos. Já outros borderlines podem se cortar. Aliás, uma grande parte se corta, segundo estatísticas médicas¹: cerca de 52,2% se cortam. Os motivos podem ser vários, incluindo a necessidade de talvez sentir alívio ao saberem que não estão de fato vazios literalmente, o que seria uma "semi-psicose"*. Outros, borderlines, mais raramente, conseguem se encontrar de fato na vida, descobrirem um propósito de vida, um lugar no mundo, o que ameniza muito o transtorno como um todo. Ah, a diferença básica entre um borderline e um bipolar provavelmente está aí! Resumindo bastante, o borderline tem oscilações de humor por causa de sua falta de sincronia com o mundo, com a sociedade, então quando ele "se encontra" no mundo, encontra um papel a desempenhar no mundo, suas oscilações consequentemente diminuirão bastante.
O bipolar, nesse mesmo contexto, tem a origem de seu transtorno nas "pontas" e não na "raiz", como é o caso do borderline. O bipolar tem oscilações de humor independente de seu papel no mundo, sendo algo mais bioquímico e menos existencial, enquanto que o borderline tem suas oscilações de pensamento/ideações/humor por causa de sua distorção intrínseca em relação ao mundo, sendo algo mais existencial, onde não podem ser descartadas a problemática genética e de desordem bioquímica cerebral, naturalmente, que no mínimo contribuem para que o transtorno seja desenvolvido em determinados grupos mais suscetíveis, posto que quase todos são submetidos a condições semelhantes, porém apenas uma minoria desenvolve o transtorno propriamente dito.
Diante disso, o bipolar não costuma melhorar com a idade, embora sua impulsividade possa diminuir com a idade, enquanto que o borderline comprovadamente melhora com a idade², sobretudo após os 35 anos, mas em contrapartida responde de maneira menos previsível às medicações. Posto que isso é óbvio: como há de se tratar uma personalidade através apenas de medicações? Isso é virtualmente impossível.
Referências:
¹ Carolyn Zittel Conklin, Ph.D. Drew Westen, Ph.D. (American Journal of Psychiatry, 162:5, May 2005. Table 3)
² Paris J, Zweig-Frank H. A 27 year follow-up of patients with borderline personality disorder. Compr Psychiatry 2001;42:482-7;
Zanarini MC, Frankenburg FR, Hennen J, Silk KR. The longitudinal course of borderline psychopathology: 6-year prospective follow-up of the phenomenology of borderline personality disorder. Am J Psychiatry 2003;160:274-83;
Gunderson JG, Morey LC, Stout RL, Skodol AE, Shea MT, McGlashan TH, et al. Major depressive disorder and borderline personality disorder revisited: longitudinal interactions. J Clin Psychiatry 2004;65:1049-56.
* Eu mesmo já tentei me cortar e senti alívio ao ver meu sangue adentrando uma seringa, vendo de uma forma "semi-psicótica" que não sou oco, no sentido literal.
segunda-feira, 15 de março de 2010
pequeno pensamento
Muitas vezes quem comete suicídio não é porque desistiu de si mesmo, mas sim porque desistiu da humanidade.
Às vezes desistir de si mesmo é muito pouco para se matar. Eu arrisco a dizer que a maioria dos suicidas em potencial, incluindo eu, pensa no ato por causa de uma desilusão proporcionalmente do tamanho da humanidade, em relação à esta.
Às vezes desistir de si mesmo é muito pouco para se matar. Eu arrisco a dizer que a maioria dos suicidas em potencial, incluindo eu, pensa no ato por causa de uma desilusão proporcionalmente do tamanho da humanidade, em relação à esta.
sexta-feira, 12 de fevereiro de 2010
Não ao "Ato médico" - parte I
Segundo o "Ato Médico", que a classe médica alega ser uma regulamentação de sua profissão (como se precisasse, e pior: como se já não estivesse regulamentada, através de inúmeras leis que já existem):
Art. 4º São atividades privativas do médico:
(...)
II - invasão da pele atingindo o tecido subcutâneo para injeção, sucção, punção, insuflação, drenagem, instilação ou enxertia, com ou sem o uso de agentes químicos ou físicos;
(...).
Ou seja, para receber uma injeção, seja qualquer fim, só um médico poderá aplicá-la. Em termos práticos e crus: se alguém precisar de um simples hemograma, ao invés de pagar 8 reais, vai pagar 160.
Detalhe: o Ato Médico está tramitando pelo Senado atualmente e diversas classes de outros profissionais da saúde se manifestam contra ele. Nada contra a regulamentação (?) da profissão, mas sim contra a forma em que ela está interferindo em outras áreas. Toda população deveria se manifestar contra esse "Ato Médico". Por que? Porque, meu filho (ou minha filha), se você precisar de uma simples massagem ou coletar seu sangue para simplesmente medir a glicemia, deverá fazer com um médico ou se consultar com um médico primeiro, sendo este um dos vários exemplos de procedimentos que serão exclusivos da classe médica.
Art. 4º São atividades privativas do médico:
(...)
II - invasão da pele atingindo o tecido subcutâneo para injeção, sucção, punção, insuflação, drenagem, instilação ou enxertia, com ou sem o uso de agentes químicos ou físicos;
(...).
Ou seja, para receber uma injeção, seja qualquer fim, só um médico poderá aplicá-la. Em termos práticos e crus: se alguém precisar de um simples hemograma, ao invés de pagar 8 reais, vai pagar 160.
Detalhe: o Ato Médico está tramitando pelo Senado atualmente e diversas classes de outros profissionais da saúde se manifestam contra ele. Nada contra a regulamentação (?) da profissão, mas sim contra a forma em que ela está interferindo em outras áreas. Toda população deveria se manifestar contra esse "Ato Médico". Por que? Porque, meu filho (ou minha filha), se você precisar de uma simples massagem ou coletar seu sangue para simplesmente medir a glicemia, deverá fazer com um médico ou se consultar com um médico primeiro, sendo este um dos vários exemplos de procedimentos que serão exclusivos da classe médica.
segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010
Estereotipagem
Recentemente um conhecido me disse que passo uma imagem de alguém recalcado com medo da sociedade, moralista, nerd e que "as pessoas até têm medo de chegarem em mim para conversar sobre alguns assuntos com medo da minha reação", além de eu "ter tudo para ser um sacerdote enclausurado".
Achei até cômica a situação, mesmo porque esse conhecido me conhece muito pouco para tirar tais conclusões, além de ele possivelmente ter a capacidade de ler a mente das pessoas, ao dizer que "as pessoas têm medo de mim". Se trata de um filósofo, visivelmente frustrado, o que já é outra história, cujas opiniões são veementemente a verdade (para ele, é claro). Pensei que ele teria uma mente mais aberta, de que não seria capaz de fazer julgamentos precipitados com base nas aparências externas, mas enfim...
Resumidamente ele deduziu tudo isso pela minha aparência e maneira de conversar; pelo fato de eu estar vestindo calça jeans, camisa e sapato no trabalho (coisa que ele também estava, exceto uma sandália velha que ele normalmente usa) e também por eu não falar gírias ou palavrões no trabalho, e normalmente nem fora dele também.
Bom, entrando agora no tema de "estereotipagem", eu respondi que possuo idéias progressistas e abertas sobre vários assuntos atuais, incluindo alguns tabus, como aborto, opção sexual, emancipação feminina etc, MAS que não preciso escrever isso na testa para dizer que sou. E também possuo meus gostos e zelo pelo meu bem-estar. Com isso eu quis dizer que não é pelo fato de em dado momento estar revoltado com algumas convenções sociais que vou sair cometendo vandalismo ou destruindo patrimônio de terceiros. Por que? Simplesmente porque isso possivelmente me traria consequências funestas, tal como ser preso, responder a processos etc. Não se trata de um puro medo da sociedade, mas sim uma prudência pelo meu bem-estar, resumindo a grosso modo.
Retomando o tema um pouco mais a fundo, ainda perguntei a ele: "Então eu preciso chegar aqui com uma caveira tatuada no meu peito inteiro só pra mostrar que contra algumas convenções sociais? Isso não deixaria de ser MAIS UMA FORMA de estar dentro do sistema, pois com tal ato eu estaria demonstrando que sou um 'revoltadinho' tal como a sociedade vê". Em tempo: nada contra quem se tatua. Eu mesmo ainda quero fazer alguma tatoo; já fiz algumas de henna, mas talvez futuramente ainda faça alguma definitiva. Apenas não concordo com a idéia de ter determinadas atitudes SOMENTE para demonstrar descontentamento com certas regras/convenções sociais. Em suma, eu não preciso sair falando palavrão, gírias, pintar o cabelo de vermelho etc, para demonstrar que não tenho nada contra o homossexualismo, de que sou a favor do aborto, de que sou plenamente a favor da emancipação feminina e radicalmente contra o machismo, de que sou a favor da plena liberdade de expressão, de que defendo a causa de preocupação com o meio-ambiente, descriminilização do uso de certas drogas etc. E principalmente dentro de um ambiente de trabalho administrativo, onde existe uma pluraridade de opiniões, crenças e comportamentos, é razoável adotar uma postura mais sensata, equilibrada, mesmo pelo meu próprio bem-estar e possível crescimento profissional. E talvez, como já disse Baruch de Spinoza, às vezes é preciso "se comunicar ao alcance do vulgo e fazer tudo o que não traz nenhum impedimento para atingirmos o nosso escopo [objetivo]", ou seja, adotando uma maneira mais sutil de se falar, de se vestir, de se comportar, em determinadas situações, se atinge mais eficientemente o objetivo de expor nossas idéias do que radicalizar tudo!
Sendo assim, não é mesmo também porque eu me visto de forma mais convencional em situações convencionais (principalmente em ambiente de trabalho administrativo) é que isso significa que não posso demonstrar e exercer minhas opiniões (e que muitas vão de contra várias convenções sociais) em outras situações.
Enquanto isso, enquanto durante a semana eu visto meu jeans, camisa e sapato, trabalhando numa repartição pública e à noite estudo moléculas, nos fins de semana eu pego minha moto, visto minha jaqueta de couro e sai por aí a esmo, ou então simplesmente fico de bermuda e camiseta curtindo alguma boa cerveja com minha namorada, e deixo o "estereotipador" com suas estereotipagens. ;-)
Achei até cômica a situação, mesmo porque esse conhecido me conhece muito pouco para tirar tais conclusões, além de ele possivelmente ter a capacidade de ler a mente das pessoas, ao dizer que "as pessoas têm medo de mim". Se trata de um filósofo, visivelmente frustrado, o que já é outra história, cujas opiniões são veementemente a verdade (para ele, é claro). Pensei que ele teria uma mente mais aberta, de que não seria capaz de fazer julgamentos precipitados com base nas aparências externas, mas enfim...
Resumidamente ele deduziu tudo isso pela minha aparência e maneira de conversar; pelo fato de eu estar vestindo calça jeans, camisa e sapato no trabalho (coisa que ele também estava, exceto uma sandália velha que ele normalmente usa) e também por eu não falar gírias ou palavrões no trabalho, e normalmente nem fora dele também.
Bom, entrando agora no tema de "estereotipagem", eu respondi que possuo idéias progressistas e abertas sobre vários assuntos atuais, incluindo alguns tabus, como aborto, opção sexual, emancipação feminina etc, MAS que não preciso escrever isso na testa para dizer que sou. E também possuo meus gostos e zelo pelo meu bem-estar. Com isso eu quis dizer que não é pelo fato de em dado momento estar revoltado com algumas convenções sociais que vou sair cometendo vandalismo ou destruindo patrimônio de terceiros. Por que? Simplesmente porque isso possivelmente me traria consequências funestas, tal como ser preso, responder a processos etc. Não se trata de um puro medo da sociedade, mas sim uma prudência pelo meu bem-estar, resumindo a grosso modo.
Retomando o tema um pouco mais a fundo, ainda perguntei a ele: "Então eu preciso chegar aqui com uma caveira tatuada no meu peito inteiro só pra mostrar que contra algumas convenções sociais? Isso não deixaria de ser MAIS UMA FORMA de estar dentro do sistema, pois com tal ato eu estaria demonstrando que sou um 'revoltadinho' tal como a sociedade vê". Em tempo: nada contra quem se tatua. Eu mesmo ainda quero fazer alguma tatoo; já fiz algumas de henna, mas talvez futuramente ainda faça alguma definitiva. Apenas não concordo com a idéia de ter determinadas atitudes SOMENTE para demonstrar descontentamento com certas regras/convenções sociais. Em suma, eu não preciso sair falando palavrão, gírias, pintar o cabelo de vermelho etc, para demonstrar que não tenho nada contra o homossexualismo, de que sou a favor do aborto, de que sou plenamente a favor da emancipação feminina e radicalmente contra o machismo, de que sou a favor da plena liberdade de expressão, de que defendo a causa de preocupação com o meio-ambiente, descriminilização do uso de certas drogas etc. E principalmente dentro de um ambiente de trabalho administrativo, onde existe uma pluraridade de opiniões, crenças e comportamentos, é razoável adotar uma postura mais sensata, equilibrada, mesmo pelo meu próprio bem-estar e possível crescimento profissional. E talvez, como já disse Baruch de Spinoza, às vezes é preciso "se comunicar ao alcance do vulgo e fazer tudo o que não traz nenhum impedimento para atingirmos o nosso escopo [objetivo]", ou seja, adotando uma maneira mais sutil de se falar, de se vestir, de se comportar, em determinadas situações, se atinge mais eficientemente o objetivo de expor nossas idéias do que radicalizar tudo!
Sendo assim, não é mesmo também porque eu me visto de forma mais convencional em situações convencionais (principalmente em ambiente de trabalho administrativo) é que isso significa que não posso demonstrar e exercer minhas opiniões (e que muitas vão de contra várias convenções sociais) em outras situações.
Enquanto isso, enquanto durante a semana eu visto meu jeans, camisa e sapato, trabalhando numa repartição pública e à noite estudo moléculas, nos fins de semana eu pego minha moto, visto minha jaqueta de couro e sai por aí a esmo, ou então simplesmente fico de bermuda e camiseta curtindo alguma boa cerveja com minha namorada, e deixo o "estereotipador" com suas estereotipagens. ;-)
quinta-feira, 21 de janeiro de 2010
Andrea Zani

Andrea Zani é uma compositora italiana de origem argentina e que nasceu no Brasil. Ela pertence ao período barroco, quando as compositoras eram extremamente raras. Suas obras são marcadas por estupendo brilho e genialidade, como por exemplo a obra Concerti da Chiesa a Quatro Stromenti, Opus II, que são concertos para violino virtuosísticos cuja composição remonta ao ano de 1729. Esta obra foi tão marcante que sobreviveu ao tempo vindo parar no Rio de Janeiro, possivelmente devido ao fato de ela ter se estabelecido nessa cidade. Outra obra muito marcante foi Concerti di Tutti Quanti che si Innamorano per Bella Femina, que corresponde a uma série de concertos nos quais ela utilizou de um instrumento muito na moda da época, chamado Viola d'Amore, o qual aliado à sua capacidade de emocionar as platéias, conquistou o coração de muitos! Estudiosos da música antiga supõem que os pais de Andrea eram médicos, motivo pelo qual ela também foi conhecida como Andrea di Medici. Curiosamente, não obstante o fato das proezas musicais de Andrea, ela preferiu fazer faculdade de letras na renomada Universidade de Genova (Università degli Studi di Genova), na Itália, se consagrando no estudo dos idiomas da terra de Shakspeare e da terra de Heitor Villa-Lobos. Devido à sua generosa genética, predominando belíssimos aspectos em suas feições, ela também foi muito cortejada durante sua vida, porém segundo pesquisas vox populi (não o instituto, mas a expressão latina mesmo) ninguém correspondeu suas aspirações afetivas até o momento em que tais pesquisas se encontram.
quinta-feira, 14 de janeiro de 2010
Esperança

Alguns filósofos dizem que a esperança é "uma crença emocional na possibilidade de resultados positivos relacionados com eventos e circunstâncias da vivência pessoal"*. No meu modo de ver, até concordaria com essa definição, porém substituindo "emocional" por "racional". É lógico que se formos analisar esperança no sentido mais vulgar do termo, a esperança seria algo emocional. Para ilustrar isso, cito o equívoco de Nietzsche, e um dos poucos pontos em que discordo veementemente dele, quando ele diz que "a esperança é o derradeiro mal; é o pior dos males, porquanto prolonga o tormento dos homens"¹. Neste caso em particular, mesmo sem ter a intenção, ele possivelmente se referia à esperança sem embasamento; uma situação em que tudo (ou quase tudo) mostra o inevitável fracasso e mesmo assim a pessoa mantém a "esperança" de que tudo (ou quase tudo) vai dar certo. Esta sim é uma "esperança" profundamente emocional, se é que pode ser chamada de esperança. Eu prefiro chamar esse tipo de sentimento enganador de ilusão¹.
Pois bem. A esperança é a crença embasada no conhecimento adquirido de que algo pode ter êxito. A esperança, neste caso, é um processo racional, baseado numa probabilidade não sempre mensurável com precisão, porém mensurável pelo senso-crítico individual e/ou coletivo. Como exemplos: se vou prestar um vestibular então vou estudar a ponto de obter um número suficiente de respostas certas para ser aprovado; se vou pleitear uma vaga de emprego, compatível com meu currículo, tenho a esperança de que vou ser aceito pela empresa diante da demanda exigida e minha respectiva compatibilidade profissional; se mantenho uma alimentação saudável, pratico exercícios físicos moderadamente etc, logicamente mantenho a esperança de que vou ter saúde durante boa parte de minha vida. Enfim, são várias as situações em que a esperança pode ser aplicada, e não só pode como deve. A ilusão não; normalmente é prejudicial.
Segundo o mito grego da Caixa de Pandora (detalhe: imagem em cima**), Zeus ordenou que todos os males saíssem da caixa, e por último a esperança. O significado disso provavelmente é o fato de a humanidade usar a esperança para suportar os sofrimentos da vida. Porém, creio que foi a ilusão² que Zeus reservou para sair da caixa de Pandora por último e não a esperança. É razoável supor que no grego antigo a palavra esperança tinha mais conotação de ilusão do que um processo racional baseado em vivência empírica positiva. Isso também é fundamentado pelo fato de a palavra em grego ἐλπίς/elpís, que é definida como "a espera de alguma coisa" poder ser traduzida como esperança, sendo essa tradução seguramente arbitrária. Uma tradução melhor poderia ser "antecipação", ou até o temor irracional³. Logo, esse tipo de "esperança" é uma ilusão. Uma falsa idéia de que algo pode dar certo, mesmo diante de toda vivência apontando o fracasso. Esse tipo de "esperança ilusória" é destrutiva, pois não nos leva a mudança de foco, de objetivos, de vida, por fim.
¹ Friedrich Nietzsche, em Humano, demasiado humano.
² Por favor, não confundir com "alucinação".
*,³ Fonte: Wikipédia.
** John William Waterhouse: Pandora (1896).
segunda-feira, 4 de janeiro de 2010
Novo ano, graças a Júpiter?

Sim. Vou explicar. Usei o nome do poderoso Deus romano Júpiter, que é o correspondente do deus grego Zeus, para aludir ao Império Romano. Para a sociedade ocidental cristã "nós" estamos no ano de 2010, por ser aproximadamente o tempo decorrido desde que supostamente Jesus Cristo nasceu, embora não haja nenhuma referência histórica concreta desse fato, excetuando variadas crendices populares contraditórias, que foram passadas oralmente, não mais verossímeis do que qualquer conto de fadas.
Bom, na verdade TAMBÉM estamos a aproximadamente 2010 anos da morte do primeiro imperador romano (e desta vez com muito maior precisão), César Augusto, inaugurador da Pax Romana, que revolucionou o mundo da época, que de fato mudou toda história do mundo ocidental, deixando o maior legado cultural, jurídico, social, geográfico, linguístico, etc, de todos os tempos da história, que perdura fortemente até os dias de hoje, obviamente!
(Foto: estátua de Gaius Julius Caesar Augustus, do latim, nome adotado por César Augusto até sua morte.)
Novo ano, graças a Júpiter!
Ainda bem que terminaram as festividades de ano novo, que me deixam estressado. Aliás, estas últimas me deixaram mais estressado do nunca, me levando a uma quase psicose, um quadro distorcido da realidade imaginária em que quase todos acreditam viver. Essa normose doentia em que vivemos. Bom, então, estou relativamente de volta à ilusão. É bom estar de volta à Matrix. Só não sei por quanto tempo, pois meus surtos de lucidez acontecem invariavelmente. Nada contra eles, se não viessem com "acessórios" tais como agressividade, irritabilidade extrema, baixíssimo limiar de frustração, entre outros.
Mudando um pouco de assunto, modéstia totalmente à parte, ter uma capacidade de redação "boazinha" tem a grande vantagem de me dar certa segurança de que a boa parte das pessoas não vão entender o que estou relatando, e que aquelas que entendem são as que realmente importam para mim.
PS: como se houvesse muita gente que lesse meu blog. (haha)
Mudando um pouco de assunto, modéstia totalmente à parte, ter uma capacidade de redação "boazinha" tem a grande vantagem de me dar certa segurança de que a boa parte das pessoas não vão entender o que estou relatando, e que aquelas que entendem são as que realmente importam para mim.
PS: como se houvesse muita gente que lesse meu blog. (haha)
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