É curioso o fato de um espiritualista-agnóstico escrever um texto inspirado numa passagem bíblica que vi em outro blog, mas realmente foi algo inspirador. :-)
"...nos últimos dias sobrevirão tempos difíceis. Porque haverá homens amantes de si mesmos, avarentos, presunçosos, soberbos, blasfemos, desobedientes a pais e mães, ingratos, profanos, sem afeto natural, irreconciliáveis, caluniadores, incontinentes, cruéis, sem amor para com ninguém, traidores, obstinados, orgulhosos, mais amigos dos deleites do que amigos do respeito "à sua própria espécie e ao ambiente de forma geral" [Deus, no original], tendo aparência de piedade, mas negando a eficácia dela."
Obviamente isso É o que vemos hoje, o que pode nos levar a uma posição de total descrença quanto ao futuro ético e moral do ser humano ou da própria existência humana; ou ainda um processo de "desumanização" da humanidade, que renderia uma longa tese, o que não é o objetivo desta postagem. Contudo, diante dessa situação de barbárie devemos nos lembrar que individualmente podemos ter o pleno direito de sermos extravagantes, no sentido de não concordar com diversas atrocidades em vários níveis. Talvez o "espírito livre [e superior]" que Nietzsche falava¹, remeta a esse aspecto.
É bom também lembrar que apesar de termos exemplos de pessoas que foram símbolos da maldade, desde assassinos até ditadores e reis sanguináreos, a humanidade teve e tem exemplos de paz e justiça, nos quais particularmente eu tenho certa esperança de que nesta presente vivência humana ou em outra (se houver) tais ideais sejam mais realidade do que uma utopia.
¹ Nietzsche: Além do Bem e do Mal; aforismo 44
Parafraseando Nietzsche, "tudo aquilo que é feito de forma limítrofe, é feito para além da loucura e da razão".
Bem-vindo. Welcome. Salve!
Aqui você vai encontrar um pouco de tudo, inclusive alguma mistura de português, latim, inglês, francês, não necessariamente nesta ordem, mas predominando sempre a língua portuguesa, procurando seguir o Novo Acordo Ortográfico. Confesso que neste último quesito terei algumas dificuldades, principalmente referentes à hifenização, que é algo que nem os linguistas chegaram a um consenso definitivo ainda. No mais, meu modo de pensar pode parecer não muito convencional, mesmo porque possuo um espectro da psiquê bipolar e borderline, embora pessoalmente eu não goste destes rótulos. Na seção "links interessantes" pode encontrar algo sobre isso, se estiver interessado(a).
Desarme-se de todo preconceito, elimine os julgamentos equivocados a priori e deixe as conclusões a posteriori. ;-)
terça-feira, 12 de outubro de 2010
segunda-feira, 6 de setembro de 2010
Cosa nostra? No! Cosa mia, e solo mia!
Ma che cosa bella è questa! Che piena di belleza in verità!
Ma perché faccio a scrivere in italiano? Semplice. È perché questa meraviglia è somigliante a una bella italiana. Per essere più esatto, è commentato che lei scende da italiani. Tuttavia, italiana o brasiliana, questa ragazza è bella, molto bella, troppo bella. Ah! E principalmente lei è totalmente mia, solo mia. Perdonami il gelosi, ma sono fortunatissimo per verità!
Sì, a volte veramente una foto vale più che mille parole.
Ma perché faccio a scrivere in italiano? Semplice. È perché questa meraviglia è somigliante a una bella italiana. Per essere più esatto, è commentato che lei scende da italiani. Tuttavia, italiana o brasiliana, questa ragazza è bella, molto bella, troppo bella. Ah! E principalmente lei è totalmente mia, solo mia. Perdonami il gelosi, ma sono fortunatissimo per verità!
Sì, a volte veramente una foto vale più che mille parole.
domingo, 5 de setembro de 2010
Coisas sem sentido, com sentido. Enfim, nada de relevante.
Se ela fizer isso, então jamais poderei compreender o real sentido das coisas. O que é isso? Digamos que seja algo análogo à desconstrução textual, porém em forma de ideias. Também pode ser interpretado como uma tentativa de escrever um texto o mais depressa possível e sempre que não seja estritamente necessário também não voltar para corrigir as ideias expostas, mas tão somente possíveis erros ortográficos, os quais odeio. Sim, tenho essa obsessão. Ainda bem, creio!
Na verdade mesmo queria escrever outra coisa. A inspiração para outra coisa não me ocorre. Pois então, fica este pequeno post apenas para constar mesmo. Digamos que seja uma versão grande do (argh!) Twitter. Sim, odeio aquilo (Twitter). Deve ser bom só para quem é famoso e mesmo assim... Ah, mas por que? Ora, porque eu não tenho nada de relevante para comunicar ao "mundo" (seria até muita presunção), exceto se forem coisas do tipo "acabei de acordar e vou tomar café", "acabei de escovar os dentes; foi bom", "atenção todos! Vou comer arroz com frango no almoço!" e coisas similares.
Na verdade mesmo queria escrever outra coisa. A inspiração para outra coisa não me ocorre. Pois então, fica este pequeno post apenas para constar mesmo. Digamos que seja uma versão grande do (argh!) Twitter. Sim, odeio aquilo (Twitter). Deve ser bom só para quem é famoso e mesmo assim... Ah, mas por que? Ora, porque eu não tenho nada de relevante para comunicar ao "mundo" (seria até muita presunção), exceto se forem coisas do tipo "acabei de acordar e vou tomar café", "acabei de escovar os dentes; foi bom", "atenção todos! Vou comer arroz com frango no almoço!" e coisas similares.
quinta-feira, 12 de agosto de 2010
Mas é assim que os plebeus reconhecem o valor de Elena di Troia, Helene de Troie, Elaine da Cidade de Ana
Ó Criatura do dia e da noite, cheia de mistérios e segredos recônditos, que ao mesmo tempo se esclarecem diante da luz que tu emanas e ilumina este pobre plebeu que escreve estas palavras.
Sim, ser da noite e do dia, dualismo simples porém notável pelas próprias peculiaridades femininas, cuja beleza química e da alma, em meio à tua contextura, resplandece como o sol iluminando o Monte Olimpo: de onde tu vens? Como tu apareces assim na minha vida? Sim, apesar de um certo tempo (mas ora, o que é o tempo diante do maior sentimento do mundo?) tu pareces e apareces como uma criatura nova a cada dia! Todavia, vamos à questão talvez mais importante, que seja compreender teu ser, teu "eu":
paradoxalmente a compreensão absoluta de quem tu és é algo impossível de se alcançar, mesmo porque não é verdade a velha máxima greco-romana "nosce te ipsum" (conhece-te a ti mesmo). Isto não seria possível neste mundo. Não há ninguém que de fato conhece absolutamente a si mesmo. Entretanto isso é apenas para dizer que não importa muito te conhecer em plenitude, mas sim te aceitar em tua plenitude. Compreender que para amar um ser como tu és, é necessário ter consciência de aceitar simplesmente o que tu és.
Por conseguinte tua alegria, a beleza de viver, a liberdade, a força de vontade fazem por si uma música da vida genial! [Vinicius de Moraes que o diga... do plano em que estiver agora]... mas sem sua notória liberd... libertinagem, obviamente, porque apesar do melhor amigo homem ter sido sugerido como o "cão engarrafado", com toda certeza a melhor amante deste homem que te fala é tua pessoa, em toda plenitude. Neste caso, tu que o digas!, criatura da noite e do dia cuja imperfeição e perfeição juntas a tornam perfeita diante do inexplicável.
Falemos (ou melhor, ignoremos) sobre formosura, beleza, aparência física. Poetas já escreveram muito sobre isso, e isso são detalhes diante da relevância que talvez tu, criatura do dia e da noite, ainda não tenha percebido.Inclusive, parafraseando o mestre Quintana, "a beleza está em querer fazer parte da tua vida! E é um sonho louco este nosso mundo". A beleza está na loucura, mas quem disse que não é loucura em querer fazer parte da vida de alguém? "Há sempre loucura no amor, mas também há sempre um pouco de razão na loucura" (dizia Nietzsche). Mas saliento, faço a esmagadora ressalva de que isso não seja meramente um sonho, porque de sonhos o homem que aqui escreve já está farto! Digamos que seja um sonho possível de realizar. Ah, sim! Neste caso é um sonho sim. O sonho de viver para sempre ao teu lado, de ter a felicidade do teu amor e poder dar meu amor a ti; uma entrega mútua, além da loucura e da razão (ultra insaniam et rationem), simplesmente dentro do amor.
Criatura angelical e aparentemente belial no que tange à Força de Viver, a essência das palavras deste texto é o que vale, e tu podes ter certeza: esta essência é muito verdadeira.
Qui sua femina contentus est, huic maximae ac certissimae divitiae!
Aquele que é contente com a mulher que tem, possui o maior dos tesouros!
Tendo dito isso, sim, tu és o maior dos tesouros que eu tenho!
Sim, ser da noite e do dia, dualismo simples porém notável pelas próprias peculiaridades femininas, cuja beleza química e da alma, em meio à tua contextura, resplandece como o sol iluminando o Monte Olimpo: de onde tu vens? Como tu apareces assim na minha vida? Sim, apesar de um certo tempo (mas ora, o que é o tempo diante do maior sentimento do mundo?) tu pareces e apareces como uma criatura nova a cada dia! Todavia, vamos à questão talvez mais importante, que seja compreender teu ser, teu "eu":
paradoxalmente a compreensão absoluta de quem tu és é algo impossível de se alcançar, mesmo porque não é verdade a velha máxima greco-romana "nosce te ipsum" (conhece-te a ti mesmo). Isto não seria possível neste mundo. Não há ninguém que de fato conhece absolutamente a si mesmo. Entretanto isso é apenas para dizer que não importa muito te conhecer em plenitude, mas sim te aceitar em tua plenitude. Compreender que para amar um ser como tu és, é necessário ter consciência de aceitar simplesmente o que tu és.
Por conseguinte tua alegria, a beleza de viver, a liberdade, a força de vontade fazem por si uma música da vida genial! [Vinicius de Moraes que o diga... do plano em que estiver agora]... mas sem sua notória liberd... libertinagem, obviamente, porque apesar do melhor amigo homem ter sido sugerido como o "cão engarrafado", com toda certeza a melhor amante deste homem que te fala é tua pessoa, em toda plenitude. Neste caso, tu que o digas!, criatura da noite e do dia cuja imperfeição e perfeição juntas a tornam perfeita diante do inexplicável.
Falemos (ou melhor, ignoremos) sobre formosura, beleza, aparência física. Poetas já escreveram muito sobre isso, e isso são detalhes diante da relevância que talvez tu, criatura do dia e da noite, ainda não tenha percebido.Inclusive, parafraseando o mestre Quintana, "a beleza está em querer fazer parte da tua vida! E é um sonho louco este nosso mundo". A beleza está na loucura, mas quem disse que não é loucura em querer fazer parte da vida de alguém? "Há sempre loucura no amor, mas também há sempre um pouco de razão na loucura" (dizia Nietzsche). Mas saliento, faço a esmagadora ressalva de que isso não seja meramente um sonho, porque de sonhos o homem que aqui escreve já está farto! Digamos que seja um sonho possível de realizar. Ah, sim! Neste caso é um sonho sim. O sonho de viver para sempre ao teu lado, de ter a felicidade do teu amor e poder dar meu amor a ti; uma entrega mútua, além da loucura e da razão (ultra insaniam et rationem), simplesmente dentro do amor.
Criatura angelical e aparentemente belial no que tange à Força de Viver, a essência das palavras deste texto é o que vale, e tu podes ter certeza: esta essência é muito verdadeira.
Qui sua femina contentus est, huic maximae ac certissimae divitiae!
Aquele que é contente com a mulher que tem, possui o maior dos tesouros!
Tendo dito isso, sim, tu és o maior dos tesouros que eu tenho!
segunda-feira, 2 de agosto de 2010
Omne faci per amorem, ultra bonum et malum est.
Tudo [que é] feito por amor, [para] além do bem e do mal é [feito].
Esta é a tradução literal da frase em latim que é o título desta postagem. O que está em colchetes é o que está implícito; subentendido, pois no latim, ao contrário da língua portuguesa, raramente se usa "que é", "para" e vários outros termos acessórios que estão embutidos nas terminações das palavras.
Fazendo uma pequena dissecação dessa frase, temos o seguinte:
Omne = tudo; todas as coisas (substantivo singular masculino, no caso nominativo).
faci = verbo fazer, conjugado como "que é feito", no infinitivo presente passivo. O latim possui seis tipos de infinitivo, enquanto que o português só possui um tipo.
per amorem = por amor (fácil esta, não?) ;-)
P: Por que não é "amor"?
R: Porque, novamente diferentemente do português, dependendo da função da palavra na frase, sua terminação muda. Como a palavra "amor" na frase "Omne faci per amorem" é um objeto ao qual se refere uma ação, ele precisa estar no caso acusativo, que sendo um substantivo da 3ª declinação, a terminação correta é "em" (amor + em). Se estivesse dizendo apenas que o amor é bonito (amor formosus est; amor est formosus), ele fica obrigatoriamente no nominativo, que é idêntico ao português (que por sinal não possui casos).
ultra (preposição) = além; para além; mais longe de. É uma preposição no caso acusativo por natureza, exigindo que os termos relacionados à ela estejam no acusativo também.
bonum = bem (substantivo masculino singular, no caso acusativo, pois está ligado à preposição "ultra").
malum (idem). Obs: idem é mais um exemplo de centenas de palavras que usamos no português de forma idêntica à usada no latim, há mais de 2 mil anos.
et = "e" (mesma conjunção "e" do português. "Bem e mal", por exemplo: bonus et malus).
est = verbo "ser" conjugado na terceira pessoa singular do presente do indicativo: é.
E por curiosidade, a frase "Tudo o que é feito de forma limítrofe, é feito para além da loucura e da razão" ficaria, numa tradução livre: "Omne faci in limitem, ultra insaniam et rationem est".
E claro: o verbo "est" está no singular porque ele faz referência ao substantivo "omne" do início da frase que também está no singular.
Esta é a tradução literal da frase em latim que é o título desta postagem. O que está em colchetes é o que está implícito; subentendido, pois no latim, ao contrário da língua portuguesa, raramente se usa "que é", "para" e vários outros termos acessórios que estão embutidos nas terminações das palavras.
Fazendo uma pequena dissecação dessa frase, temos o seguinte:
Omne = tudo; todas as coisas (substantivo singular masculino, no caso nominativo).
faci = verbo fazer, conjugado como "que é feito", no infinitivo presente passivo. O latim possui seis tipos de infinitivo, enquanto que o português só possui um tipo.
per amorem = por amor (fácil esta, não?) ;-)
P: Por que não é "amor"?
R: Porque, novamente diferentemente do português, dependendo da função da palavra na frase, sua terminação muda. Como a palavra "amor" na frase "Omne faci per amorem" é um objeto ao qual se refere uma ação, ele precisa estar no caso acusativo, que sendo um substantivo da 3ª declinação, a terminação correta é "em" (amor + em). Se estivesse dizendo apenas que o amor é bonito (amor formosus est; amor est formosus), ele fica obrigatoriamente no nominativo, que é idêntico ao português (que por sinal não possui casos).
ultra (preposição) = além; para além; mais longe de. É uma preposição no caso acusativo por natureza, exigindo que os termos relacionados à ela estejam no acusativo também.
bonum = bem (substantivo masculino singular, no caso acusativo, pois está ligado à preposição "ultra").
malum (idem). Obs: idem é mais um exemplo de centenas de palavras que usamos no português de forma idêntica à usada no latim, há mais de 2 mil anos.
et = "e" (mesma conjunção "e" do português. "Bem e mal", por exemplo: bonus et malus).
est = verbo "ser" conjugado na terceira pessoa singular do presente do indicativo: é.
E por curiosidade, a frase "Tudo o que é feito de forma limítrofe, é feito para além da loucura e da razão" ficaria, numa tradução livre: "Omne faci in limitem, ultra insaniam et rationem est".
E claro: o verbo "est" está no singular porque ele faz referência ao substantivo "omne" do início da frase que também está no singular.
O que escrever quando não se tem vontade?
Isso parece algo até paradoxal, pois como posso escrever algo sem ter vontade? O próprio fato de escrever aqui agora implica em alguma vontade. Sim? Ou não? Bom, isso daria uma longa discussão filosófica. Mas tive uma "iluminação" agora! Eu estava com um pouco de vontade de escrever sim! Talvez não muita, mas depois que comecei, passei a sentir um certo prazer, como se tivesse a necessidade de colocar algo pra fora. Contudo, de fato parece me faltar maior inspiração, pois quando de fato sinto o desejo de escrever e especificamente sobre determinado assunto, o texto flui mais livre e espontâneo.
Tá, vamos ao que interessa. Quero dizer aqui o que preciso fazer nas próximas semanas.
- Exame de sangue, para ver como anda minha função da tireóide (TSH, T4, etc). Ah sim, não tenho nada clínico significante na tireóide. É apenas que, se alguém notou nos "links cujo conteúdo tem a ver com o autor deste blog" há um link lá sobre Transtorno Bipolar de Humor, e portanto faço uso de lítio regularmente (para estabilizar o humor) e que este pode influenciar na tireóide. Logo, eventualmente preciso ver como essa glândula está funcionando.
- Também preciso começar a estudar para 2 concursos em setembro. E um deles inclui uma prova física, que me confunde se fiz inscrição para um modesto concurso público nacional ou a inscrição para algum tipo de "jogos olimpícos"(!).
- E agora preciso comer algo, provavelmente uma macarronada feita por mim mesmo. :-D
Tá, vamos ao que interessa. Quero dizer aqui o que preciso fazer nas próximas semanas.
- Exame de sangue, para ver como anda minha função da tireóide (TSH, T4, etc). Ah sim, não tenho nada clínico significante na tireóide. É apenas que, se alguém notou nos "links cujo conteúdo tem a ver com o autor deste blog" há um link lá sobre Transtorno Bipolar de Humor, e portanto faço uso de lítio regularmente (para estabilizar o humor) e que este pode influenciar na tireóide. Logo, eventualmente preciso ver como essa glândula está funcionando.
- Também preciso começar a estudar para 2 concursos em setembro. E um deles inclui uma prova física, que me confunde se fiz inscrição para um modesto concurso público nacional ou a inscrição para algum tipo de "jogos olimpícos"(!).
- E agora preciso comer algo, provavelmente uma macarronada feita por mim mesmo. :-D
quarta-feira, 21 de julho de 2010
BWV 245
Embora eu não vista a camiseta do agnosticismo e da incredulidade, não é nenhum segredo que sou agnóstico cético quanto à existência de alguma divindade pessoal conforme a maioria das religiões ocidentais pregam. Contudo, ao ouvir exatamente agora há pouco a Paixão Segundo São João de J.S.Bach (BWV 245) sou levado a crer, mesmo que momentaneamente, que algo superior existe, especialmente durante o coro introdutório. Não pela letra, que é basicamente o que consta no conhecido evangelho, mas sim pela brilhante e metafísica associação musical com a "fonética", produzindo sensações que transcendem os sentidos. É algo monumental. É praticamente um êxtase, um orgasmo sacro da alma!
Para quem quiser conferir, esta gravação está disponível neste link (que por sinal é um excelente blog de música erudita): http://musikalischeopfer.blogspot.com/2009/06/jsbach-johannes-passion.html
Para quem quiser conferir, esta gravação está disponível neste link (que por sinal é um excelente blog de música erudita): http://musikalischeopfer.blogspot.com/2009/06/jsbach-johannes-passion.html
quarta-feira, 14 de julho de 2010
Um pouco do [meu] sofrimento borderline
Acordei péssimo hoje. De ontem pra hoje andei realizando reflexões conscientes e inconscientes sobre minha vida, que acabam com meu "eu". Estou com vontade de me cortar, especialmente para temperar alguma comida com um pouco do meu sangue (sim, é isso mesmo que você leu). Vontade de fumar também. Aliás, talvez eu fume hoje. E não sou fumante. Na verdade mesmo eu queria me matar, mas não estou com coragem (ainda) para isso. É interessante, porque já teve época que eu estava com muita coragem mas não queria de fato. Já hoje eu quero muito, mas não estou com coragem suficiente.
Pequenas coisas me deixam mal. Cheguei na cozinha agora pra almoçar e a empregada já estava tirando a mesa: isso me deixou puto. Ontem eu estava vendo filme no volume de sempre e minha mãe chega no quarto reclamando que o som estava alto. Fiquei irritadíssimo com isso. Minha vontade era de colocar o volume bem mais alto. Bom, de fato coloquei um pouco mais alto.
Me senti abandonado aqui por uma pessoa que considero muito especial para mim. Eu sei que ela foi lá porque de fato alguém necessita de cuidados por alguns dias, mas minha "consciência emocional" simplesmente não consegue assimilar isso. Para mim é rejeição e ponto final (isso não já se enquadra em pequenas coisas, mas sim em motivo sério, importante clinicamente).
E definitivamente aquelas tentativas de ajuda psicologia barata (pleonasmo, eu sei, já que TODA psicologia É barata) me dá vontade de ter uma diarréia na boca ou nas mãos de quem profere isso.
Pequenas coisas me deixam mal. Cheguei na cozinha agora pra almoçar e a empregada já estava tirando a mesa: isso me deixou puto. Ontem eu estava vendo filme no volume de sempre e minha mãe chega no quarto reclamando que o som estava alto. Fiquei irritadíssimo com isso. Minha vontade era de colocar o volume bem mais alto. Bom, de fato coloquei um pouco mais alto.
Me senti abandonado aqui por uma pessoa que considero muito especial para mim. Eu sei que ela foi lá porque de fato alguém necessita de cuidados por alguns dias, mas minha "consciência emocional" simplesmente não consegue assimilar isso. Para mim é rejeição e ponto final (isso não já se enquadra em pequenas coisas, mas sim em motivo sério, importante clinicamente).
E definitivamente aquelas tentativas de ajuda psicologia barata (pleonasmo, eu sei, já que TODA psicologia É barata) me dá vontade de ter uma diarréia na boca ou nas mãos de quem profere isso.
terça-feira, 13 de julho de 2010
...in despite of 2 milligrams of clonazepam
Passou a alegria [da cerveja]; passou a alegria [de ter tido um pouco "extra" na conta corrente]; passou a Copa [e a Espanha foi campeã]; passaram 2 meses, 3 meses... e aqui estou energizado [lítio na corrente sanguínea] numa montanha-russa [de parque no terreno da esquina e não de um "Hopi Hari"] que parece ser perpétua.
Me inspirei a escrever neste momento após ler uma letra de uma música num blog de uma amiga minha (Sandra T.):
"I'm changing, arranging, I'm changing
I'm changing everything, ah, everything around me
The world is a bad place, a bad place
A terrible place to live, oh, but I don't wanna die"
That is exactly the image of the moment I am living now.
(Saudade dos meus amigos virtuais estrangeiros, com os quais praticava inglês)
In fact, I miss them so much that I have JUST decided to write the small rest of this post in English. Maybe it's all meaningless stuff. Anyway I feel good writing now, this is all I need (in despite of I have taken 2 milligrams of clonazepam).
Me inspirei a escrever neste momento após ler uma letra de uma música num blog de uma amiga minha (Sandra T.):
"I'm changing, arranging, I'm changing
I'm changing everything, ah, everything around me
The world is a bad place, a bad place
A terrible place to live, oh, but I don't wanna die"
That is exactly the image of the moment I am living now.
(Saudade dos meus amigos virtuais estrangeiros, com os quais praticava inglês)
In fact, I miss them so much that I have JUST decided to write the small rest of this post in English. Maybe it's all meaningless stuff. Anyway I feel good writing now, this is all I need (in despite of I have taken 2 milligrams of clonazepam).
quarta-feira, 26 de maio de 2010
Hoegaarden, Weihenstephan!


Oh! Em minha cidade (pouco mais de 300 mil habitantes: não é grande para os padrões brasileiros, e em pleno Centro-Oeste) achei num mercado uma cerveja belga, Hoegaarden! :-D
Nem no Wal-Mart, Carrefour, etc, tinha achado algo assim antes. Aliás, esses grandes mercados são horríveis para cervejas especiais, mas isso já é outra história. E o preço? Pouco mais de R$ 4,00! Mais barato que chopp em Shopping Center e com qualidade zilhões de vezes melhor. Mas fiquei pasmo com esse preço para uma cerveja Belga (produzida na Bélgica mesmo, não é dessas "estilo belga") com tradição secular, feita de trigo e fermentada naturalmente. Esqueça Skol, Brahma, Antarctica, Bohemia e todas essas nacionais "baratas". Depois de provar uma cerveja de verdade, de qualidade mesmo, o estômago não aceita mais essas coisas químicas.
Já ia esquecendo, também encontrei lá Weihenstephan, que é a cerveja de trigo tida como a mais antiga do mundo, de qualidade excelente também, embora particularmente eu prefira a Hoergaarden. A "Weihens" já é bem mais cara, R$ 13,50.
E lógico, também tinha dois modelos da premiada Eisenbahn. Esta é nacional, feita em Blumenau, mas provavelmente uma das mehores do Brasil.
Marcae:
cerveja,
eisenbahn,
hoegaarden,
weihenstephan
Pontuação (pequena brincadeira com a pontuação e acentuação)
As vezes a gente pode achar a pontuacao e acentuacao das frases algo nao importante talvez alguns tenham razao sobre isso pois alegam ser o mais importante se fazer entendido do mesmo lado deste raciocinio a pessoa pode nao ser entendida por culpa da pontuacao melhor da falta ou mal uso da mesma.
As vezes a gente pode achar a pontuação e acentuação das frases! Algo não importante. Talvez alguns tenham razão sobre isso, pois! Alegam ser o mais importante. Se fazer entendido do mesmo lado deste raciocínio a pessoa pode. Não ser entendida por culpa da pontuação? Melhor dá falta ou mal. Uso da mesma.
Às vezes a gente pode achar a pontuação e acentuação das frases algo não importante. Talvez alguns tenham razão sobre isso, pois alegam ser o mais importante se fazer entendido. Do mesmo lado deste raciocínio a pessoa pode não ser entendida por culpa da pontuação. Melhor, da falta ou mal uso da mesma.
As vezes a gente pode achar a pontuação e acentuação das frases! Algo não importante. Talvez alguns tenham razão sobre isso, pois! Alegam ser o mais importante. Se fazer entendido do mesmo lado deste raciocínio a pessoa pode. Não ser entendida por culpa da pontuação? Melhor dá falta ou mal. Uso da mesma.
Às vezes a gente pode achar a pontuação e acentuação das frases algo não importante. Talvez alguns tenham razão sobre isso, pois alegam ser o mais importante se fazer entendido. Do mesmo lado deste raciocínio a pessoa pode não ser entendida por culpa da pontuação. Melhor, da falta ou mal uso da mesma.
terça-feira, 4 de maio de 2010
Algumas diferenças entre Borderline e Bipolar: um breve esboço.
Após um período ausente, resolvi escrever algo, depois de uma conversa com meu amigo "Two". Sem a pretensão de um tratado científico, aqui vão apenas alguns aspectos que já observei e estudei durante algum tempo.
Comecemos pela impulsividade, sobretudo por gastos, que parece ser a mais importante clinicamente. O borderline pode ter impulsividade por gastos, comida, ou seja lá o que for, para tentar preencher uma saciedade que ironicamente nunca é saciada. Enquanto o bipolar usualmente faz gastos (quando é o caso) simplesmente por euforia, o borderline faz gastos para tentar preencher seu vazio interior. Neste caso o borderline compra/adquire coisas sem valor real agregado em busca de tentar preencher seu vazio e sofrimento de uma forma imediata. Porém o resultado prático é geralmente o mesmo, embora as razões sejam diferentes em sua essência entre os dois transtornos. Já outros borderlines podem se cortar. Aliás, uma grande parte se corta, segundo estatísticas médicas¹: cerca de 52,2% se cortam. Os motivos podem ser vários, incluindo a necessidade de talvez sentir alívio ao saberem que não estão de fato vazios literalmente, o que seria uma "semi-psicose"*. Outros, borderlines, mais raramente, conseguem se encontrar de fato na vida, descobrirem um propósito de vida, um lugar no mundo, o que ameniza muito o transtorno como um todo. Ah, a diferença básica entre um borderline e um bipolar provavelmente está aí! Resumindo bastante, o borderline tem oscilações de humor por causa de sua falta de sincronia com o mundo, com a sociedade, então quando ele "se encontra" no mundo, encontra um papel a desempenhar no mundo, suas oscilações consequentemente diminuirão bastante.
O bipolar, nesse mesmo contexto, tem a origem de seu transtorno nas "pontas" e não na "raiz", como é o caso do borderline. O bipolar tem oscilações de humor independente de seu papel no mundo, sendo algo mais bioquímico e menos existencial, enquanto que o borderline tem suas oscilações de pensamento/ideações/humor por causa de sua distorção intrínseca em relação ao mundo, sendo algo mais existencial, onde não podem ser descartadas a problemática genética e de desordem bioquímica cerebral, naturalmente, que no mínimo contribuem para que o transtorno seja desenvolvido em determinados grupos mais suscetíveis, posto que quase todos são submetidos a condições semelhantes, porém apenas uma minoria desenvolve o transtorno propriamente dito.
Diante disso, o bipolar não costuma melhorar com a idade, embora sua impulsividade possa diminuir com a idade, enquanto que o borderline comprovadamente melhora com a idade², sobretudo após os 35 anos, mas em contrapartida responde de maneira menos previsível às medicações. Posto que isso é óbvio: como há de se tratar uma personalidade através apenas de medicações? Isso é virtualmente impossível.
Referências:
¹ Carolyn Zittel Conklin, Ph.D. Drew Westen, Ph.D. (American Journal of Psychiatry, 162:5, May 2005. Table 3)
² Paris J, Zweig-Frank H. A 27 year follow-up of patients with borderline personality disorder. Compr Psychiatry 2001;42:482-7;
Zanarini MC, Frankenburg FR, Hennen J, Silk KR. The longitudinal course of borderline psychopathology: 6-year prospective follow-up of the phenomenology of borderline personality disorder. Am J Psychiatry 2003;160:274-83;
Gunderson JG, Morey LC, Stout RL, Skodol AE, Shea MT, McGlashan TH, et al. Major depressive disorder and borderline personality disorder revisited: longitudinal interactions. J Clin Psychiatry 2004;65:1049-56.
* Eu mesmo já tentei me cortar e senti alívio ao ver meu sangue adentrando uma seringa, vendo de uma forma "semi-psicótica" que não sou oco, no sentido literal.
Comecemos pela impulsividade, sobretudo por gastos, que parece ser a mais importante clinicamente. O borderline pode ter impulsividade por gastos, comida, ou seja lá o que for, para tentar preencher uma saciedade que ironicamente nunca é saciada. Enquanto o bipolar usualmente faz gastos (quando é o caso) simplesmente por euforia, o borderline faz gastos para tentar preencher seu vazio interior. Neste caso o borderline compra/adquire coisas sem valor real agregado em busca de tentar preencher seu vazio e sofrimento de uma forma imediata. Porém o resultado prático é geralmente o mesmo, embora as razões sejam diferentes em sua essência entre os dois transtornos. Já outros borderlines podem se cortar. Aliás, uma grande parte se corta, segundo estatísticas médicas¹: cerca de 52,2% se cortam. Os motivos podem ser vários, incluindo a necessidade de talvez sentir alívio ao saberem que não estão de fato vazios literalmente, o que seria uma "semi-psicose"*. Outros, borderlines, mais raramente, conseguem se encontrar de fato na vida, descobrirem um propósito de vida, um lugar no mundo, o que ameniza muito o transtorno como um todo. Ah, a diferença básica entre um borderline e um bipolar provavelmente está aí! Resumindo bastante, o borderline tem oscilações de humor por causa de sua falta de sincronia com o mundo, com a sociedade, então quando ele "se encontra" no mundo, encontra um papel a desempenhar no mundo, suas oscilações consequentemente diminuirão bastante.
O bipolar, nesse mesmo contexto, tem a origem de seu transtorno nas "pontas" e não na "raiz", como é o caso do borderline. O bipolar tem oscilações de humor independente de seu papel no mundo, sendo algo mais bioquímico e menos existencial, enquanto que o borderline tem suas oscilações de pensamento/ideações/humor por causa de sua distorção intrínseca em relação ao mundo, sendo algo mais existencial, onde não podem ser descartadas a problemática genética e de desordem bioquímica cerebral, naturalmente, que no mínimo contribuem para que o transtorno seja desenvolvido em determinados grupos mais suscetíveis, posto que quase todos são submetidos a condições semelhantes, porém apenas uma minoria desenvolve o transtorno propriamente dito.
Diante disso, o bipolar não costuma melhorar com a idade, embora sua impulsividade possa diminuir com a idade, enquanto que o borderline comprovadamente melhora com a idade², sobretudo após os 35 anos, mas em contrapartida responde de maneira menos previsível às medicações. Posto que isso é óbvio: como há de se tratar uma personalidade através apenas de medicações? Isso é virtualmente impossível.
Referências:
¹ Carolyn Zittel Conklin, Ph.D. Drew Westen, Ph.D. (American Journal of Psychiatry, 162:5, May 2005. Table 3)
² Paris J, Zweig-Frank H. A 27 year follow-up of patients with borderline personality disorder. Compr Psychiatry 2001;42:482-7;
Zanarini MC, Frankenburg FR, Hennen J, Silk KR. The longitudinal course of borderline psychopathology: 6-year prospective follow-up of the phenomenology of borderline personality disorder. Am J Psychiatry 2003;160:274-83;
Gunderson JG, Morey LC, Stout RL, Skodol AE, Shea MT, McGlashan TH, et al. Major depressive disorder and borderline personality disorder revisited: longitudinal interactions. J Clin Psychiatry 2004;65:1049-56.
* Eu mesmo já tentei me cortar e senti alívio ao ver meu sangue adentrando uma seringa, vendo de uma forma "semi-psicótica" que não sou oco, no sentido literal.
Assinar:
Postagens (Atom)
